14 de jun de 2018

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PODER JUDICIÁRIO


Os Tribunais de Justiça do País estão divulgando a adoção de uma nova ferramenta tecnológica para tornar mais célere as recepções, indexações legislativas, classificações processuais e exames das ações que estão sendo promovidas eletronicamente perante o Poder Judiciário.
O Google quando universalizou e popularizou uma ferramenta de pesquisa, capaz de se expandir e buscar informações em todos os dispositivos de armazenamento de dados desde  que estivessem conectados via internet, ao simples digitar de uma expressão e ao toque da tecla Enter do respectivo computador, já permitia que um sistema inteligente buscasse a informação pretendida segundos.
Foi mais além, difundiu que ao se pesquisar uma palavra ou frase colocada entre aspas, estar-se-ia filtrando e limitando o documento ou vídeo a qual se pretendia conhecer.
Estava ai um aplicativo que revolucionária tecnologicamente o acesso a informações e o Google partiu do princípio de que tudo que é arquivado eletronicamente é acessível desde que utilizado a ferramenta correta.
A criptografia passou então a ser um mero subterfúgio para os que buscam informações na Internet.
Os novos elementos de formação das plataformas de exames de documentos processuais, adotadas pelo Poder Judiciário nacional terão por finalidade primordial permitir acelerar, através de textos pesquisáveis que as ações judiciais sejam previamente e eletronicamente examinadas.
Mas para que o sistema tenha sucesso, imprescindível que os documentos protocolados eletronicamente pelos Advogados, ainda que no formado PDF - Portable Document Format (Formato Portátil de Documento) sejam pesquisáveis.
Com o Processual Judicial Eletrônico – Pje, o Poder Judiciário brasileiro deu um grande passo para dinamizar os trâmites e julgamentos das milhares de ações judiciais que são protocoladas diariamente, mas, com a adoção a IA – Inteligência Artificial no exame dos processos, partir de seus protocolos eletrônicas, permitirá inegável economia de recursos humanos.
Atualmente, conforme a plataforma Pje, são os advogados que elegem a modalidade de ação a qual está protocolando, a sua classificação judicial, além automaticamente substituírem o profissional que antes exercia a função de distribuidor no âmbito do Poder Judiciário.
Num futuro bem próximo, Magistrados serão apenas Presidentes de Comissões de Jurados, realizadores de audiências, quando forem necessárias e conciliadores porque as plataformas de processamento de dados inteligentes farão toda contextualização, indexação de normas e formação dos dispositivos de julgados, desde que os advogados utilizem os dispositivos legais para fundamentar as pretensões de seus clientes em Juízo.
Pra relembrar, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia foi e está sendo o marco nessa evolução tecnológica, tendo se tornado o primeiro, senão o único a ter todas as suas Comarcas interligadas por fibra ótica e em sistema autônomo e independente de trafego de dados processuais. POR: DOMINGOS BORGES DA SILVA

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