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quinta-feira, 30 de maio de 2013

INDIOS RESISTEM FIRMEMENTE EM BELO MONTE

Estamos acompanhando, diariamente, pela mídia e redes sociais a situação de tensão que encontra-se no Sítio Belo Monte. Na guarita principal, homens da Força Nacional monitoram e fazem rondas no canteiro de obras. Jornalistas e advogados estão proibidos de entrar e alguns já foram até colocados para fora do local, o que já causou grande repercussão e notas de repúdio de sindicatos e entidades de representação de classe. Cerca de duzentos índios permanecem no local.
Indígenas de pelo menos cinco etnias continuam em processo de resistência e voltaram a protestar. Eles protocolaram um documento no Ministério Público Federal (MPF) pedindo a regulamentação das consultas indígenas em áreas onde há projetos hidrelétricos, a suspensão de operações policiais no Xingu e Tapajós e a paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte. Os índios querem conversar diretamente com um representante da Secretaria Geral da Presidência da República.
A situação de conflito no canteiro de obras de Belo Monte só aumenta. A Norte Energia, responsável pelas obras, informa que já foi feito um novo pedido de reintegração de posse à Justiça Federal. E em nota, a Secretaria Geral da Presidência da República diz que não vai negociar com os índios enquanto durar a ocupação, iniciada na última quinta-feira, 2.
Senhores deputados e senhoras deputadas, o que os povos indígenas estão cobrando é o direito constitucional de serem consultados antes da implantação do empreendimento e a retirada de tropas militares da região, que estão levando terror ao local, com as revistas e monitoramentos constantes de quem entra no canteiro de obras.
Chama a atenção também a nota oficial emitida pela Secretaria Geral da Presidência da República que, não só desrespeita o direito dos índios como também faz acusações às lideranças indígenas, colocando nelas a responsabilidade pelo conflito. De acordo com a nota, divulgada na última segunda-feira, 6, “em sua relação com o governo federal essas pretensas lideranças Munduruku têm feito propostas contraditórias e se conduzido sem a honestidade necessária a qualquer negociação”.
O governo federal também acusa os indígenas da prática de garimpo ilegal. A nota da Presidência da República deixa bem clara a posição do governo federal nesse projeto desenvolvimentista, que desrespeita os direitos dos povos indígenas. Nesta terça-feira, 7, os índios divulgaram uma carta à imprensa, na qual destacam que “o governo perdeu o juízo”. No documento, eles reclamam da militarização da região do Xingu, que impede a entrada de jornalistas no local da ocupação e, segundo os manifestantes, intimida quem participa do protesto. “É o governo que não quer cooperar com a lei. E faz manobra para tentar desqualificar nossa luta, inventando histórias para a imprensa”, disseram os ocupantes.
Como pesquisador tenho destacado que Belo Monte é uma catástrofe anunciada. É um sistema de engenharia condenável em todos os aspectos possíveis. Em primeiro lugar porque afeta cerca de 30 terras indígenas e não foram realizadas as audiências públicas prévias e bem informadas com os povos, conforme determina a Constituição Federal. Há também incertezas sobre a vazão e a capacidade do hidrograma (canal de concreto) em construção para redirecionar a água nos 100 km da volta Grande do Xingu. Ou seja, se os impactos negativos não foram identificados, obviamente torna-se inviável o planejamento de ações mitigadoras para compensá-los.
Além disso, o rio Xingu, em 35 anos só alcançou 22 mil m3/s de volume em 6% dos dias. De acordo com ele, são necessários 14 mil m3/s para produzir energia e, pelo menos, 8 mil m3/s para manter a vida nos 100 km da Volta Grande. “Isso evidencia que a usina vai impor uma escolha absurda: ou se sacrifica a Volta Grande ou se sacrifica a geração de energia. E mais: a obra custará mais de R$ 30 bilhões, ou seja, muito acima dos R$ 19 bi previstos no período licitatório”, concluiu o pesquisador.
Nesse sentido, nos termos regimentais, requeiro que este Poder manifeste solidariedade à luta e à resistência dos indígenas do Xingu, bem como solicite ao governo federal a imediata abertura de negociações com as lideranças que ocupam há dias o canteiro de obras de Belo Monte.
Requeiro, também, que seja dado conhecimento do teor integral desse Requerimento ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Movimento Xingu Vivo para Sempre, Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria Geral da Presidência da República e à Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH). Texto Extraído do Blog MilitânciaViva

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Assuntos Indígena

Acesse o blog 
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101 Anos de uma lenda Munduruku


Jacareacanga A Prefeitura Municipal  através do Diretor de Assuntos Indígenas Augusto Martins,  preparou para este dia (30) vasta programação na Aldeia Katõ do Rio Kabitutu para comemorar o centenário da principal e incontestável autoridade  Munduruku, o Cacique Geral Kabá Biboy, que completara 101 anos de nascimento. Segundo familiares o centenário guerreiro nasceu dia 30 de janeiro de 1.912  nas savanas do alto Tapajós e comanda com mão de ferro seu povo até a presente data. Dentro da vasta programação comemorativa, o cacique Biboy recebeu em sua aldeia muitos parentes vindos de aldeamentos distantes, e foi alvo de il ações elogiosas por comandar seu povo de forma ordeira e decidida,   além de receber homenagens como danças  de ordem cultural.
Simultaneamente à programação pelo natalício de Biboy estava ocorrendo na Aldeia Sai Cinza, a Assembleia do Povo Indígena Munduruku, onde assuntos de interesse coletivo dos indígenas, como Saúde, Educação, Economia estavam sendo discutidos, mesmo assim apesar desse grande encontro paralelo, não tirou o brilhantismo  da comemoração do natalício do grande cacique Munduruku que iniciou-se pela manhã alcançando a noite. Entre os convidados se fizeram presentes além de servidores da prefeitura, precisamente da Secretaria de assuntos indígenas, técnicos da promoção da saúde indígena comandados pela enfermeira Dulce, e o vereador Walter Tertulino, que se fez presente para abraçar, como disse, um grande amigo e companheiro de jornada, por seu centenário. O Biboy está feliz! táXipa’t!  A frase era a mais comentada na aldeia Katõ, pelos indígenas e familiares do velho líder ao comentarem o estado de espirito do velho guerreiro que se surpreendera com tanta manifestação de carinho ´por seu natalício. Biboy deu prolongada entrevista para o SBT local (TV Buré) contando seus grandes feitos no decurso de seu tempo como líder Munduruku.
ASSEMBLÉIA MUNDURUKU
No dia seguinte, ao aniversario do velho guerreiro Biboy, sua presença na Assembleia em Sai Cinza, foi requerida por seu povo, e um avião foi deslocado para buscar o líder, que mesmo com os males da idade, Biboy demonstrava segurança em seus curtos deslocamentos e palavras firmes. No encontro em Sai Cinza, momentos de tensão se apresentaram quando através da indígena Rosenilda Waro foi rememorado o episodio da invasão na Aldeia Teles Pires ocorrida por forças legais por ocasião em que foi deflagrada a Operação Eldorado e que foi vitimado fatalmente o indígena Adenilson Krixi. Outro momento tenso foi por ocasião em que uma pessoa que não fora previamente identificada fazia imagens e que teve em consequência seu material e equipamento vistoriado, por guerreiros, já que na ocasião a discussão versava sobre os complexos hidrelétricos idealizados  para serem construídos em áreas de influencia da Terra Indígena Munduruku, Kayabi e Sai Cinza, e que por certo trarão enormes prejuízos ambientais e culturais ao povo indígena. Os indígenas imaginaram que a pessoa que fazia imagens estaria ligada aos empreendedores dos projetos hidrelétricos. O ultimo assuntos que deveria ser tratado pelos indígenas seria sobre a organização social do grupo, não cabendo discussão por parte dos não índios. Nessa discussão à assembleia escolheria entre os lideres  Vicente Saw, Venâncio Poxo, Martinho Borum, e Arnaldo Kabá, o substituto do velho líder Biboy, para liderar os Munduruku em busca da garantia de  seus direitos, tantas vezes negado,  e do progresso. Após a assembleia do Sai Cinza grande parte dos indígenas que participaram do grande encontro, principalmente os mais jovens, fizeram uma manifestação  pacifica pelas principais ruas  da cidade neste sábado, contra os projetos hidrelétricos no entorno das Terras Indígenas, São unânimes os silvícolas em afirmarem que resistirão contra todas as formas de construção de barragens em área de influencia das Terras Indígenas ocupadas  pelos Munduruku, e dizem que irão para o confronto se possível for. Assuntos tratados com Munduruku tem que ser levado à serio,  não se pode brincar com um povo, que tem uma historia de resistência e luta . Esse povo deve ser respeitado. Não se pode brincar com fogo. Quem brinca com fogo ou faz xixi na tipóia, ou se queima, brincar com índio e Munduruku é pior que fogo! Se queima mesmo. Respeito Já!!! Reproduzido do Blog Rastilho de Pólvora.









sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cresce o número de indígenas no Brasil

A população indígena no Brasil cresceu 205%, de acordo com dados do Censo.  Segundo os dados, dentre os 896,9 mil indígenas do país, mais da metade (63,8%) vivem em área rural.


FONTE:
Bacana
Ilustração: FARO FINO

Lady Gaga no Brasil

Foi marcado para os dias 9 e 11 de novembro o primeiro show da cantora Lady Gaga no Brasil.  A turnê da cantora no país foi anunciada por ela mesma em seu twitter e logo em seguida confirmada pela empresa promotora.
Os ingressos poderão ser comprados a partir do dia 16 deste mês e os preços variam entre R$ 180 e R$ 750.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ELE SERIA O CARA

 F U N A I 



A total ausência da Coordenação da Funai de Itaituba que somente no ultimo instante mandou um representante (advogado) concorreu para que a situação  reinante em Jacareacanga se agravasse, os dois funcionários sediados  na Coordenação local da Funai  deste município a exemplo dos policiais também saíram da zona de conflito e foram buscar providencias em Itaituba  sem contudo poderem contribuir para se evitar a trágica  situação  com a depredação da  delegacia. 
Se a Funai estivesse presente e pudesse gerenciar o conflito  em Jacareacanga desde  a prisão  dos supostos assassinos do indígena Lelo Akay Munduruku  a historia poderia ser contada de outra forma.
Na reunião de ontem com o  representante da Secretaria de Estado de Segurança Publica e do procurador da Funai, um nome,  lideranças indígenas em diversas ocasiões lembraram, acusando a Funai  de Itaituba de não ter tido habilidade para evitar o problema, e lembraram  do ex- Administrador Regional  do Órgão Walter Azevedo Tertulino, que se estivesse à frente da Funai jamais os problemas teriam tido esse contorno, já que Walter teria no principio evitado o conflito acionando a Policia Federal e Ministério Publico para agirem.
O indígena  Gerson Manhuary, vereador do município reafirmou  essa lembrança  sobre Walter Tertulino, que com certeza se tivesse à frente da Funai essa trágica situação não teria existido. Como diz o titulo desta postagem  sobre Walter Azevedo Tertulino:  ELE SERIA O CARA!
Não é uma gota que faz transbordar um copo e sim o acumulo de gotas, e essa ação radical dos Munduruku sinto, também tem a ver com a péssima assistência de saúde, e distancia da Funai que não tem  desenvolvimento algum na pratica de projetos para  a auto sustentação dos índios e em Jacareacanga a Funai  o único trabalho que mostra é fazer processo de benefícios previdenciários para os indígenas, e mais nada.
O Faro Fino em seu papel de dar divulgação à noticia  concorda com os indígenas que na verdade sentem muita falta  de uma  voz forte na FUNAI e que tenha também o respeito de todos os indígenas Munduruku, Apiaká e Kayabi.
Mesmo noticiando informações que nunca deveriam ter acontecido, fico feliz  assinando o Blog Faro Fino em ter contribuído para divulgar as informações do conflito que ainda não acabou. Pude observar que créditos pelas informações saíram na mídia mencionando o FF como divulgador das informações  do que está se passando em Jacareacanga. Também não poderia deixar de compartilhar esse credito com o amigo e irmão NONATO SILVA, que forneceu de forma profissional as informações e fotos na intenção de valorizar ainda mais a noticia. Aos internautas, muito obrigado pelos Dois mil acessos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CAÇADORES DE CABEÇA, A LUTA DE UM POVO


CAÇADORES DE CABEÇA NA CAPITAL FEDERAL DISCUTEM SAÚDE E MELHOR ASSISTÊNCIA

Jacareacanga – Sob a liderança de Emiliano Kirixi  uma delegação de indígenas Munduruku, deverá embarcar para a Capital Federal no próximo dia 25 para serem recebidos em audiência pela presidência da Funai que é o Organismo indigenista Federal que gerencia a politica indigenista brasileira.
O encontro dos indígenas em Brasília não se limitará  em discutir  a funcionalidade da Funai de Itaituba, e sim tambem discutir a saúde indígena junto aos setores competentes, já que a promoção de saúde atual emperra em dificuldades que vão desde a falta de medicamentos básicos até a falta de pagamento salarial aos técnicos de saúde deixando a população indígena desguarnecida de uma promoção de saúde eficiente.
Junto à Funai, a delegação que representa quase 10 mil indígenas discutirá a funcionalidade do Órgão Indigenista em Itaituba, que não está satisfazendo os anseios coletivos dos indígenas, vez que nenhuma ação governamental está sendo aplicada nos territórios indígenas Sai Cinza e Munduruku; e que reclamam os Munduruku, parte dos Kayabi, e remanescentes Apiaká. Alegam os indígenas que as duas Terras encontram-se impactadas com a presença de invasores garimpeiros que no afã de faiscarem ouro enganam os indígenas, e disseminam a bebida alcoólica e até entorpecentes; além de estarem ausentes por deficiência da Funai de Itaituba de grandes discussões sobre os gigantescos empreendimentos energéticos  lançados em área de influencia da Terra Indígena Munduruku e em seu próprio interior e portanto os indígenas demonstram contrariedade com tais empreendimentos já que a Funai coloca-se ausente do assessoramento devido para mostrar aos índios formas de compensações com a implantação dos projetos.
Os indígenas esperam uma definição da nomeação do Administrador da Funai em Itaituba já que o Órgão interinamente encontra-se gerenciado por um servidor substituto desde a exoneração do indígena Ademir Kabá. Enquanto os indígenas fazem esforço para indicar um nome experimentado no trabalho  fora dos quadros da Funai, o Organismo Indigenista Federal apostando na valorização de seus funcionários estatutários recomenda e se apega em indicar uma pessoa  de seu quadro permanente.
Essa pendenga que deverá ser resolvida no encontro, deverá trazer à lume solução para o completo abandono que sofrem hoje os povos indígenas do alto Tapajós. As Terras invadidas por garimpeiros  com  beneplácito de algumas lideranças e até políticos indígenas deve merecer atenção das autoridades sob pena das invasões se multiplicarem.
Um dos cursos d’água  mais importantes do interior da Terra Munduruku, Rio Kabitutu,  e que deságua em frente a cidade de Jacareacanga encontra-se ocupado por “balseiros” que já se sentem familiarizados com os aglomerados indígenas ao ponto de transitarem comodamente como parte integrante da comunidade.
Além da faiscação e garimpagem ser utilizada no leito do Rio Kabitutu outra modalidade de garimpagem utilizada  nos centros (Fora Dágua) acontece com entradas de garimpeiros pelo Rio das Tropas e próprio Kabitutu é a garimpagem de poços e moinhos, onde pedras  são derrocadas das profundezas dos poços até com artefatos de fogos  quando há necessidade de implosões para reduzir de tamanho com o fito de moer. Quando os poços são abandonados  por não contemplarem o desejo de uma produção que compense o esforço econômico desprendido ou que tenha se exaurido o jazimento a abertura do poço e os rejeitos ficam a expostos a céu aberto para sempre.
Será um desafio imensurável para a Funai de Itaituba, prevenir maior dano cultural e ambiental e desintrusar as Terras indígenas que se encontram impactadas por garimpeiros  e por uma deficiente assistencia indigenista e em saúde.
A real situação atual coloca em exposição vexatória o nome da Fundação Nacional do Índio, já que sua representação em Itaituba, pouco ou nada faz em defesa da coletividade indígena do alto Tapajós para inverter essa difícil e insuportável situação.
Passagens e custeios da viagem com o deslocamento do grupo  será assumido pela Funai de Brasilia, que tambem emitiu bilhete de passagem para o servidor substituto da Coordenação da Funai em Itaituba  e que poderá ser nomeado o novo Coordenador Regional.
Fonte:  Blog do Walter-Rastilho de Pólvora

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ÍNDIOS MUNDURUKU ESQUECEM A POLITICA E PLANEJAM O FUTURO

                *  A saga de um povo guerreiro!  
Comunidade Indígena Telespires
Após tantas e sofridas derrotas em busca de ações que fortalecessem a cultura e vida do Povo Munduruku, o Indígena José Emiliano Kirixi Munduruku resolveu liderar um movimento do interior de sua Aldeia, no Rio Teles Pires  falando por radio com outros aldeamentos que os índios precisam se integrar e reivindicarem assistência digna para seu povo não somente em saúde, e sim em politica indigenista, proteção dos Territórios indígenas e repensarem  o trabalho da Coordenação Regional da  Fundação Nacional do Índio em Itaituba que na verdade em quase dez anos deixou de apoiar a luta dos povos indígenas do Tapajós e Teles Pires. José Emiliano, conhecido por Camaleão fazia em  seus contatos uma exigência que nesse grande encontro que estaria planejando não se incluísse assuntos relacionados a politica e convicções partidárias.
                                         *  Desafiando GIGANTES  
Guerreiros Munduruku
A pequena semente plantada pelo líder indígena Camaleão transformou-se de repente em uma luta incansável por outras lideranças entre as quais Gerson Manhuari, Cecilio Kiririxi, Arnaldo Kabá, Vicente Saw, Venâncio Boro, Sandro Waru, e outra lideranças inclusive todas com o aval da liderança maior o cacique Biboi Kabá que mesmo em cuidados médicos, deixou aos cuidados desses lideres a providencia de percorreram todas aldeias de dentro da Terra Indígena Sai Cinza e Munduruku mostrando a real situação e buscando esforços para solucionar os problemas: Nas Aldeias os indígenas disseram que hoje a Funai deixou de existir e em nada apoia a luta inclusive a área está totalmente invadida por garimpeiros e a  saúde encontra-se um fracasso e tanto o Dsei como a Funai nada fazem. O nome do ex-funcionário da Funai Walter Azevedo Tertulino que chefiou a Funai por mais de dez anos foi o único mencionado por lideranças de mais de 112 aldeias para ser indicado à Funai de Itaituba em Brasília para sua nomeação, nas reuniões realizadas pelas lideranças, destacaram que Walter foi o mais destacado administrador da Funai e que foi no trabalho dele que ocorreu a retirada de garimpeiros e a demarcação da Terra Munduruku e o povo reconhecendo essa atuação, estarão indo  até Brasília levar em mãos o pedido de todas as lideranças para nomear Walter Tertulino como administrador da Funai de Itaituba. Tal discurso não para por aqui, sobre o Distrito de Saúde os índios decidiram pedir para Brasília a contratação da Enfermeira Cleidiane Carvalho para assumir essa pasta, uma vez que a mesma é comprometida e dedicada ao povo Munduruku, exercendo um trabalho de respeito e valorização dos indígenas.
Reunião de Lideranças Munduruku
           *  FUNAI 

Sobre a indicação e nomeação de Walter Tertulino, é um nome que reúne o apoio total dos indígenas e uma comissão composta de trinta lideranças estarão se deslocando para Brasília para fazerem a presidência do Órgão,  entender a necessidade dos Povos Indígenas do Tapajós, mesmo sabendo que a politica hoje da Funai é colocar em suas Coordenações Regionais pessoal de carreira, entretanto pensam os índios que somente uma pessoa com fácil acesso às instituições de apoio ao índio, e autarquias, e empresas de grande porte, eles veem em Walter Tertulino, esse perfil, e que o mesmo pode desenvolver eficiente trabalho coisa que reclamam que há 10 anos essa eficiência está fora do órgão indigenista. Concluem os assistidos pela Funai que grandes projetos hidrelétricos e de mineração estão se assentando nas áreas de entorno das Terras Indígenas, e a Funai encontra-se sempre ausente dessa discussão com os indígenas. 

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***********FICHA LIMPA APROVADA************




Agora é Filha Limpa


Como estará batendo o coração de tantos legisladores e executivos municipais, estaduais e federais a partir desta decisão do STF?



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Ilustração FARO FINO