sábado, 14 de julho de 2012

Cirurgia de redução de estômago funciona melhor do que dietas


De acordo com uma nova pesquisa as cirurgias de redução de estômago, que limitam a quantidade de comida que uma pessoa pode consumir, funcionam melhor do que dietas intensivas nos adolescentes.
Eles estudaram 50 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos. 25 faziam uma dieta intensa e 25 seriam submetidos a uma cirurgia redutora de estômago. Os resultados mostraram que a cirurgia funciona bem melhor. Dos 25 que fizeram a cirurgia, 23 conseguiram perder peso de forma satisfatória.
Já em relação à dieta intensa, apenas 3 dos 25 jovens conseguiu chegar ao seu peso ideal.
Segundo os médicos isso quer dizer que, para atingir a saúde, a cirurgia se mostrou uma opção mais confiável e durável do que dietas.
Muitos estudos já foram feitos sobre a eficácia da redução de estômago em adultos, mas pouco se sabe sobre o procedimento quando é realizado em crianças e adolescentes.
Todos os adolescentes do estudo eram severamente obesos (com Indice de Massa Corpórea maior do que 35 – isso quer dizer que se eles tivessem uma altura de 1,70, aproximadamente, seu peso seria de 109 quilos). Dois anos depois da cirurgia eles haviam perdido, em média, 78,8% de seu excesso de peso, ou 28% de seu peso total, o que significa que estavam na faixa dos 70 quilos.
O grupo que fez a dieta perdeu apenas 13.2% do excesso de peso e 3% do peso total, o que indica que estavam, em média, acima dos 100 quilos mesmo depois de dois anos seguindo a dieta.
Além de resultados menores na perda de peso, a cirurgia fez com que os participantes tivessem uma melhora nos níveis de colesterol e de pressão sanguínea. [Reuters]
Cirurgia do estômago é segura?
Avanços feitos nas cirurgias que auxiliam na perda de peso têm se tornado cada vez mais rotineiras e seguras. De acordo com uma pesquisa feita com quase 60 mil pacientes no Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, os pacientes que foram analisados mostraram poucas complicações devido à cirurgia, e uma taxa de mortalidade muito baixa.A
A pesquisa, feita com o maior número de pacientes já publicada, indica que a taxa de complicações fica em torno de 10%, sendo que a reclamação mais frequente é devido a náuseas e vômito. A taxa de mortalidade ficou em 0,135%, com apenas 78 mortes registradas em 57,918 pacientes.
“As complicações e taxa de mortalidade são ainda menores do que as que foram registradas no passado”, afirma Eric J. DeMaria, vice-chefe do departamento de cirurgia da Universidade. Aproximadamente 20 mil pessoas fazem a cirurgia bariátrica nos Estados Unidos, fazendo com que a intervenção seja atualmente uma das cirurgias mais comuns naquele país.
Em uma análise inicial sobre os pacientes que sofrem a cirurgia para perda de peso, os pesquisadores descobriram que 94% dos pacientes têm idades entre 19 e 65 anos, e menos de 1% tem menos que 19 anos. De todos os pacientes que fazem a cirurgia, quase 80% são mulheres, e 54% das cirurgias são de redução de estômago, enquanto 40% são de banda gástrica – que não reduz o estômago, apenas restringe o tamanho dele com a colocação de um balão.
“Este enorme banco de dados irá nos ajudar a desenvolver diretrizes para pacientes para que saibamos exatamente quais são os riscos para cada tipo de paciente”, afirma DeMaria. “Ele também permite que pesquisadores analisem problemas mais incomuns com mais informações do que antes”, completa. [Science Daily].
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