A miss Manicoré, Kimberly Karen Mota de Oliveira, 22, foi
encontrada morta hoje em um apartamento no centro de Manaus. Finalista do
concurso Miss Amazonas Universo 2019, a modelo apresentava perfurações de arma
branca pelo corpo. De acordo com a Polícia Civil, um ex-namorado é o principal
suspeito, mas a identidade dele não foi revelada.
Kimberly estava desaparecida desde a noite de anteontem, quando
deixou de responder as mensagens dos familiares, que moram no interior do
Amazonas.
Segundo a Polícia Civil, a modelo estava dentro do apartamento
do ex-namorado, que é natural de São Bernardo do Campo (SP). Ele seria
funcionário público do Tribunal de Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo e
estaria há pouco tempo em Manaus, após passar por um processo de separação da
ex-mulher.
A modelo foi encontrada com três perfurações de facadas em um
imóvel na avenida Joaquim Nabuco. A arma supostamente usada no crime foi
encontrada pela perícia ainda no apartamento. Segundo a Polícia Civil, o namoro
do casal durou apenas dois meses. "Ele é paulista e estava tendo um
relacionamento com ela, que durou dois meses.
"Ele é paulista e estava tendo um relacionamento com ela,
que durou dois meses. A modelo pôs fim à relação e, no domingo, esse suspeito
foi buscá-la no local em que morava e hoje ela foi encontrada no apartamento
dele. A arma foi encontrada na varanda", explicou a delegada Zandra
Ribeiro em entrevista a Universa
Em Manaus, a modelo morava com uma amiga, que virou a principal
testemunha do caso. Ela informou à Polícia Civil que viu Kimberly entrando no
carro do suspeito no domingo. O automóvel seria um Audi A5 de cor branca. Às
0h31, o corpo foi encontrado no imóvel pela Polícia Militar, após atender um
pedido de um tio de uma amiga com quem a modelo morava.
"Ele foi buscá-la na
casa de uma amiga. Ela a viu entrando no carro dele. Nós acreditamos que eles
(Kimberly e o suspeito do crime) tiveram alguma briga, acabando ocorrendo essa
tragédia", relatou à delegada.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios
e Sequestros (DEHS). A investigação apurou que o Aeroporto Internacional de Manaus
não registrou a saída do suspeito por via aérea desde do dia do crime.
A Polícia Civil ainda afirmou ter poucas informações sobre o
suspeito, que tem 31 anos. A investigação quer saber, por exemplo, a motivação
da ida dele para Manaus, já que era funcionário do TRT em São Paulo.
"Não temos umas informações. O que sabemos é de que ele
estava no TRT de São Paulo e estava há pouco tempo em Manaus. Encontramos a
identidade e o crachá funcional no apartamento. Não sabemos se ele veio para cá
apenas pelo relacionamento, mas temos de informação é que estava separado da
esposa", finalizou Zandra Ribeiro.
Nas redes sociais, amigos e familiares compartilharam homenagens
na linha do tempo da modelo.
"Uma vida ceifada por um assassino. Meninas, acordem. Não
confiem em namorado. Pais, acordem. Não deixem seus filhos com qualquer pessoa.
Tiraram a vida de uma prima minha. Tinha uma vida pela frente", publicou
um internauta que se identificou como primo da vítima.

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