sábado, 16 de junho de 2012

SAÚDE INDÍGENA MUNDURUKU- UMA PÁGINA MAL ESCRITA DE UM LIVRO TENEBROSO

A LUTA DESESPERADA MUNDURUKU POR SAÚDE DIGNA QUE NUNCA ALCANÇA VITÓRIA 
Itaituba - Sob a coordenação do indígena Carlos Akay Munduruku o Conselho Distrital de Saúde Indígena reuniu-se extraordinariamente nesta cidade no dia de ontem (13) com toda a direção do Distrito de Saúde Indígena-DSEI/Tapajós e ainda com um advogado da  Funai, Dr. Sóstenes Camilo Magalhães Costa,  egresso da capital federal para entre outros assuntos discutirem a péssima promoção de saúde que atinge já algum tempo o povo Indígena Munduruku e juntos apontarem solução para o travamento das ações de saúde que emperram desde a falta de pagamento aos recursos humanos utilizados no trabalho de saúde até falta de insumos e transportes. Além das pessoas supramencionadas, fizeram-se presentes no encontro indígenas Munduruku que acompanhavam o Coordenador Geral da Associação Pusuru Jairo Kurap.
Preliminarmente os indígenas em reunião pela manhã, elaboraram uma pauta para discussão e pelo período vespertino a reunião ocorreu com as autoridades convidadas e após grandes debates os indígenas apresentaram reivindicações de cunho emergencial.
-Pagamento do salário atrasado e rescisão contratual de indígenas das Prefeituras de Itaituba e Novo Progresso: há servidores dessas instituições que não receberam rescisão de seu contrato e que estão há  três meses sem receber seus salários.  Por efeito de convênios com esses Poderes Executivos recursos da união são repassados para a contratação de servidores técnicos.
-Repasse ao INSS: de acordo com os servidores, apesar do desconto constar nos seus contracheques, o INSS não tem recebido esses valores, comprometendo o tempo de contribuição  do servidor para efeito de buscar proteção legal do INSS.
-Quota de combustível e hora voo: não há combustível suficiente para atender as demandas da comunidade (visitas dos técnicos de saúde e transporte de pacientes). Portanto, faz-se necessário maior quantidade de valores para contratação de  horas de voo e combustíveis com suficiência para a realização dos trabalhos  volantes de saúde.
-Regularização da situação do Conselho de Saúde Indígena: de acordo com o estatuto, a atual diretoria já deveria ter sido substituída por outra eleita  pela população indígena. Na Assembleia Geral do Povo Munduruku do Alto Tapajós, ocorrida na Aldeia Posto Munduruku, rio Cururu, em 17, 18 e 19 de março de 2012, a plenária indicou o senhor Sandro Waro Munduruku, mas até o momento, sua posse não foi regularizada.
-Indicação do senhor Damião Mota para chefia da CASAI de Jacareacanga – Pará, da senhora Cleidiane Carvalho Ribeiro para Chefia do DSEI Tapajós, e do senhor Aurélio de Deus Kirixi Munduruku para assessor indígena no DSEI/Tapajós: outra deliberação da referida Assembleia Geral que não foi instituída.
                                                                           Leia mais aqui!
Ilustração FARO FINO
Fonte de informação:
RASTILHO DE PÓLVORA

5 comentários:

  1. Isso é o reflexo de uma escolha política, decisão tomada por aquele que durante anos prejudicou essa gente, e que teve apoio de índios aliados para hoje o povo munduruku viver amargando essa situação e vivendo esses dias tenebrosos.A saúde do índio tem voltar para a Funai, eles entende de índio, ainda que seja lento esse entendimento, mas é melhor que esse bando de safados mentirosos e enganadores que passaram frente ao órgão de saúde.

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  2. Eles sofrem por não terem interesse de fazer algo para eles mesmos e sempre esperar que os brancos façam por eles!

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  3. Se existe desviu de dinheiro no meio da sociedade branca por gestores que nada fazem, imagine na gestão da saúde indígena, que ninguém fiscaliza nada, nem a funai que é o órgão de proteção fiscaliza quanto mais os índios! E eles tem 5 vereadores e um vice índio, o problema que o rombo está em itaituba...

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  4. Os índios Munduruku, em parte perdeu sua identificação por estarem sempre envolvidos na política partidária que tem destruído a convivência entre seu povo, existe divisão entre os clãs e muita divergência sobre os aspectos de uma política de apoio e valorização dos mesmos. É uma pena que essa gente viva dessa forma, eles tem apoio de vários segmentos do governo, federal e municipal, mas não aproveitam em nada essa ajuda, devido não terem orientação para como proceder. Já é mais que hora dos índios Munduruku repensarem sua ideologia de vida comunitária. CARLOS/ITAITUBA

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  5. Essa reunião foi um desacato e um desrespeito ao índio que teve que sair de jacareacanga 420 km para itaituba para participar dessa reunião e e ser tratado com desacato por não terem sido levado a sério pela coordenação do DISEI e fizeram a reunião na sede ao ar livre e muito sol e nada de água para os presentes, entrou pela noite e nem luz tinha para facilitar a visão dos participante, não foi ninguém da prefeitura de itaituba se explicar o porque do atraso de pagamento. Isso é uma vergonha, a funai entrou muda e saiu calada sem fazer algo para mudar essa situação de desrespeito ao povo munduruku. Estão fazendo os índios de lambaios.

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