sexta-feira, 17 de abril de 2015

Com crise na China, mastins tibetanos quase vão parar em matadouro

RIO - Na China, onde os endinheirados não se incomodam de alardear a sua condição financeira, ter um mastim tibetano era mais um sinal de status. Um cão da raça podia facilmente custar US$ 200 mil, mas a moda dos grandes cachorros peludos naturais do Himalaia parece ter passado.
Entre os luxos eliminados pelos chineses estão os mastins tibetanos. No começo do ano, um caminhão com 150 cães da raça seguia para um abatedouro, onde eles valem bem menos do que os donos pagaram por eles: cerca de US$ 5 por cabeça para serem transformados em ingrediente de receitas culinárias, imitação de couro e até linha para costurar luvas. Estes 150 só não chegaram ao destino graças à intervenção de ativistas dos direitos dos animais.Com os ricaços afetados seja pela desaceleração da economia chinesa seja pela campanha de austeridade que vem sendo promovida pelo governo, o consumo de luxo tem sido cada vez mais deixado de lado, de acordo com reportagem do "New York Times".
CACHORROS FAZEM FACELIFT
Ainda conforme a reportagem, um mastim tibetano teria sido vendido, há quatro anos, por US$ 1,6 milhão, mas não há confirmação do negócio, e especialistas dizem que os compradores estariam dispostos a pagar até mais de US$ 250 mil por um exemplar premium.
A situação agora é bem diferente, e os criadores passam por maus bocados. Com a demanda em baixa, os preços despencaram, e mesmo cães com a aparência mais "desejável" (aqueles com pelagem similar à juba de um leão) são vendidos por preços ínfimos em relação ao auge: US$ 2 mil.
Há criadores que pensam em desistir do negócio, dado o alto custo para manter os cachorros. Um deles contou ao NYT que gasta de US$ 50 a US$ 60 por dia para alimentar apenas um dos cães.
No auge da mania por mastins, alguns criadores chegavam a recorrer a cirurgias plásticas como implantes de silicone e até facelift para deixar os cães mais atraentes para compradores e para os donos de outros cachorros que tivessem interesse em cruzar os animais.
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Um comentário:

  1. Esse negocio de comer carne de cachorro, não faz parte de minha alimentação. cada um com sua cultura.

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