sábado, 21 de março de 2015

Blog do Parsifal - O PSDB desvelado

Em outubro de 2014, na efervescência da campanha presidencial, a Folha de S. Paulo noticiou o vazamento de um depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, no qual ele, por suposto, afirmava ter pagado R$ 10 milhões para o então presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, já falecido, para que esse ajudasse a esvaziar a CPI da Petrobras no Congresso, em 2010.
Na ocasião, o PSDB publicou nota opinando que o vazamento era uma manobra eleitoreira do PT.
Na quinta-feira (19), a suposição se tornou afirmação, com a divulgação das gravações, feitas pela Procuradoria Geral da República, das delações de Costa, onde ele afirma que Sérgio Guerra pediu "uma recompensa" para ajudar a esvaziar a dita CPI.
Costa dá detalhes: Guerra lhe pediu os R$ 10 milhões em uma reunião da qual participou o atual deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e a propina foi paga pelo empresário lldefonso Colares, da Queiroz Galvão.
Ontem (20), foi a vez do senador Aécio Neves voltar ao palco - e aí vai ficando meio bizarro o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não ter incluído Aécio na sua lista. Publicou-se a gravação na qual o doleiro Alberto Youssef, em um dos seus depoimentos, fala que Neves recebia propina, juntamente com o deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010, advinda do esquema de corrupção em Furnas.
Delatou Youssef que, de 1994 a 2001, “o PP e o PSDB eram responsáveis por diretorias na empresa Furnas e o então deputado federal Aécio Neves recebia recursos por meio de sua irmã, Andreia Neves”.
Por conta dessa delação, deputados petistas peticionaram ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que fosse aberta investigação contra o senador Aécio Neves.
Janot justificou a não inclusão de Aécio na sua lista porque, em primeiro lugar, a lista era especificamente sobre os esquemas da Petrobras e depois porque Youssef apenas “cita vagamente” o senador. Delinquências e citações, para Janot, então, só valem se for na Petrobras.
Por fim, a Setal Engenharia, cumprindo acordo de leniência com o Cade, afirmou que “as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990”, quando FHC - que rebatendo a presidente Dilma Rousseff afirmou que a corrupção na Petrobras “é um bebê, não senhora idosa” - era o presidente da República.


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