sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Morreu Reginaldo Rossi. Viva Reginaldo Rossi!

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Um câncer de pulmão derrotou, em tempo curto, um dos últimos cantores de brega da velha guarda da MPB.
Aos 69 anos morreu hoje, 20.12.2013, em Recife, o rei do Brega, o grande Reginaldo Rossi, ao som de quem eu dancei noites inteiras na juventude.
Seu nome de pia era Reginaldo Rodrigues dos Santos. Nasceu em Recife-PE em 1944. Começou a ganhar a vida como professor de física e matemática, enquanto cursava engenharia civil.
A carreira artística, embora ao 18 anos já cantasse rock – ele se gabava de ter sido o primeiro cantor de rock do Nordeste - e fizesse crooner em boates, inaugurou-se aos 20 anos, em 1964, na esteira do movimento da “Jovem Guarda”: com um timbre fortemente anasalado, inspirou-se em Roberto Carlos para entrar na onda.
As composições de Reginaldo Rossi, como todo brega clássico que se preze, trazia na batida característica do estilo – uma espécie de bolero acelerado – e na presença maciça dos metais, histórias de amores perdidos: o brega é uma elegia à fossa, ao amor, à traição, ao drama da boemia.
“Garçom”, talvez o seu maior sucesso, "A raposa e as uvas", uma ode singela aos tempos em que ainda era preciso permissão do pai para namorar um brotinho em flor, e "Leviana", são marcas registradas de Rossi.
Em 2000 vários e renomados artistas da MPB homenagearam Reginaldo Rossi com um tributo musical cujo título é "ReiGinaldo Rossi", onde releram as composições do “Rei do Brega”: um tesouro para quem gosta do gênero.
Reginaldo Rossi lega ao Brasil mais de trezentas composições gravadas. Foi, talvez, um dos artistas brasileiros que mais se apresentou em shows: disse certa feita que fazia.

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