sábado, 30 de junho de 2012

Lula e Dilma, os dois têm jeito de governar e personalidades diferentes

Em oito anos de governo Lula, o mês de junho sempre foi mês de festa. O ex-presidente se vestia de caipira, convidava políticos e autoridades e fazia o tradicional "Arraiá do Torto". Desde que ele deixou a presidência e assumiu sua “companheira” Dilma Rousseff, entretanto, a tradição é outra: a discrição.
Dilma é diferente de Lula em vários aspectos, principalmente na personalidade de governar e lidar com os "companheiros". A presidente, no seu primeiro ano de mandato, não quis saber de festa junina. Este ano, novamente. Nos corredores do Palácio do Planalto comenta-se que ela deixou claro que não é como Marisa Letícia — a ex-primeira dama —, que gostava de arraiá e ministro na sua casa fora do horário de expediente.
Ricardo Stuckert/PRLula e Marisa gostavam. A tradição de fazer a festa junina surgiu quando ainda moravam em São Bernardo do Campo e foi mantida durante os dois mandatos. A festa era idealizada pela mulher do ex-presidente, e ela exigia que todos fossem vestidos a caráter e levassem pratos de comida típica para o arraiá.
A festa acontecia normalmente aos sábados. Começava por volta de 20h e ia noite adentro. Marisa aproveitava o momento para homenagear os santos juninos São João, São Pedro e Santo Antônio, com direito a uma procissão.
Lula e a mulher lideravam a procissão e o petista segurava um estandarte com as imagens dos santos. Os amigos e colegas de trabalho levavam velas e, ao fim do trajeto na residência oficial da Granja do Torto, havia queima de fogos de artifício.
Ricardo Stuckert/PRO arraiá também tinha quadrilha e casamento caipira, além de muitas comidas típicas e a reunião do alto escalão do governo, amigos pessoais e familiares. Durante o evento era proibido se falar de política. Lula gostava de separar o trabalho e fazer festa com os ministros.
Bem diferente do antecessor, quando recebe os companheiros de trabalho no Palácio da Alvorada no fim de semana, Dilma tem rotina de trabalho. Reuniões ministeriais, grupos de análise desempenho e estudo de programas e projetos.

Até nas férias, que ambos passaram em uma base militar na Bahia, as diferenças ficam evidentes. Lula já se deixou fotografar na praia de sunga e caixa de isopor com cerveja na cabeça. Ao mesmo tempo, Dilma evita sair na praia onde pode ter fotografias suas feitas pelos fotógrafos de plantão e não deixa de lado o Ipad, tecnologia que utiliza para controlar o trabalho dos ministros e restante da equipe de governo.

Popularidade 
A estratégia da presidente parece estar funcionando. Lula terminou o governo com altos índices de popularidade, mas Dilma já alcançou recordes em menos de dois anos de mandato.
Na última pesquisa do CNI/Ibope, divulgada na última sexta-feira (29), a presidente chegou ao recorde de aprovação de governo desde que assumiu o mandato, em janeiro de 2011, 59% do total dos entrevistados consideram o governo "bom ou ótimo".
A aprovação pessoal também continua em alta. Ao todo, 77% dos brasileiros aprovam o jeito de governar da petista e 72% confiam nela.
No comparativo com os governos Lula e FHC, os índices também surpreendem. No mesmo período do segundo ano de governo, 29% dos brasileiros consideravam o governo Lula "bom ou ótimo" no primeiro mandato, e 58% no segundo mandato.
No caso de FHC, o índice positivo era de 35% no primeiro mandato e 20% no segundo mandato.
Os dois têm jeito de governar e personalidades diferentes. POR R7.COM

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