sexta-feira, 29 de junho de 2012

DE OLHO NA TIREOIDE

Informe SAÚDE
Ela lembra uma borboleta e fica na frente da laringe, na região conhecida como gogó, e pesa cerca de 30 gramas. Mas sua importância é enorme: a tireoide é responsável pela produção dos hormônios que regulam o metabolismo corporal.
Entenda seu funcionamento
A hipófise, uma glândula localizada no cérebro, libera o hormônio tireoestimulante (TSH) para incentivar a tireoide a sintetizar o T3 e o T4, os hormônios tireoidianos que regulam a velocidade do funcionamento do organismo. São eles que controlam os processos que ocorrem no interior de cada célula, interferindo, por exemplo, no controle do peso, no funcionamento do sistema cardiovascular, nervoso e reprodutor. Por isso, quando essa glândula não funciona bem – acelerando ou retardando esses processos – ocorrem vários danos à saúde.
As disfunções: hipotireoidismo e hipertireoidismo
“O hipotireoidismo ocorre quando há diminuição da produção dos hormônios tireoidianos e atinge principalmente as mulheres acima de 30 anos. Entre suas causas, a mais comum, que corresponde a 90% dos casos, é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que ocorre quando o organismo produz anticorpos que atacam a tireoide”, explica João César de Castro, endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quem tem hipotireoidismo sofre da redução dos batimentos cardíacos, sente-se cansado e sonolento. Pode ocorrer aumento de peso, depressão, menstruação irregular e até mesmo alterações da pressão arterial. “Quando diagnosticado, o médico poderá recomendar a reposição do hormônio por meio de medicamento”, conta o médico.
Já o hipertireoidismo ocorre quando há produção excessiva do hormônio tireoidiano. “Essa disfunção é causada sobretudo pela Doença de Graves, que se caracteriza pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva desses hormônios. Mas outros problemas, como nódulos e o uso de medicamentos para emagrecer, podem desregular seu funcionamento”, alerta o endocrinologista. Entre seus sintomas, podemos citar: ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca, sudorese, taquicardia e perda de peso. Segundo João César, “Depois de diagnosticado, o médico pode indicar medicamentos que bloqueiem a produção excessiva do hormônio ou aplicação de iodo radioativo ou cirurgia”.
Para fazer o diagnóstico
“Com um simples exame de sangue, conhecido como dosagem hormonal, é possível verificar a produção dos hormônios TSH, T3 e T4 e avaliar se os níveis estão adequados. Além disso, ele consegue identificar a presença de anticorpos antitireoidianos, que prejudicam o funcionamento da glândula”, explica o endocrinologista. Se houver alguma alteração nos exames laboratoriais, exames complementares como a cintilografia, que consiste em um exame de imagem, faz um mapeamento da glândula e mostra onde ela está trabalhando com menor ou maior intensidade. O ultrassom, por sua vez, detecta a presença de nódulos imperceptíveis no exame clínico, indicando detalhes como aspecto e localização.
Estes exames podem fazer parte do seu check up anual, solicitados pelo endocrinologista – ou até mesmo pelo seu ginecologista. “E durante a consulta, lembre-se de relatar ao médico todos os sintomas, para que ele possa fazer uma avaliação completa sobre o funcionamento de sua tireoide”, aconselha João César. Fonte http://www.portalvital.com//Copiado do Blog InfoFarma.

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